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24 de dez. de 2014

Singularidades do Viver #004

"Os anos passam, e o coração vai sangrando, figurativamente, apesar de sentires a dor literal.
Uma pontada, e sabes que te estás a esvair em sangue, desejas, não quero mais sentir, e a dor vai-se desvanecendo, com os minutos, horas, dias, semanas, meses até se tornarem em anos e mais anos.
Tens o peito dormente, e por muito que tentem tocar na ferida, fazer-te sangrar novamente, não sentes.
A ferida sarou, mas dás por ti a divagar na solidão, com o coração em crosta, até que fica nua a cicatriz exibindo a sabedoria presente."

27 de mar. de 2012

Frascos sem rótulo

Jogos e mais jogos, e por vezes canso-me. Quero jogar também, mas falta-me a perícia, a experiência, acabo por ficar em desvantagem, deixada para trás, atrasada.
Ás vezes penso em desistir, só mesmo para me deixar de preocupar, mas já estou presa neste turbilhão há tanto tempo, é só um ultimo sacrifício, penso, vai tudo dar certo, quero acreditar.
Mas a verdade é que te conheço, sei que és de sentimentos fugazes, e gostava realmente que conseguisses enfrascar este, para ele não fugir.
Quero ser feliz, e a possibilidade de alcançar esse sentimento sem ti faz-me prever sentimentos menos bonitos durante essa busca, e não é coisa que realmente me apeteça neste momento. 
Faz calor, é o tempo em que os pombinhos voam pelas ruas e se ouve o seu arrulhar feliz e sempre acompanhado.
Espero realmente que todo este tempo valha a pena.

25 de fev. de 2012

E o tempo passa, e passa

Lembram-se desta fotografia? Eu sentia-me tão feliz quando a usei num post algures neste blog.
Foi quando aceitei o que sentia, foi quando abriste os teus braços para mim, quando me achavas especial e falávamos a toda a hora. Quando gostavas mais de mim que eu de ti.
E agora? Agora, pelo que parece, gosto eu mais de ti. Tenho saudades daquelas tuas queridisses, das coisas que me dizias, quando me sussurravas ao ouvido, e os teus olhos que brilhavam quando me vias a entrar pela porta.
Tenho saudades de me sentir amada... amada por ti.

12 de set. de 2011

Tão teu

Gostava de te compreender, de te desenterrar cada fascínio e estudá-lo minuciosamente.
De saber como funciona a tua maneira de pensar e de descobrir o senso-comum que tens tão único e teu.
Gostava de ver através desses teus olhos que me fascinam e ver como é o teu mundo.
O teu mundo, é isso. Gostava de entrar nesse teu mundo sem tua permissão, de o virar do avesso contra a tua vontade e colocá-lo todo no devido lugar outra vez, deixando marcas que não consegues apagar.
Só para que soubesses que depois da tempestade vem a bonança.
Até te fazia promessas, mas não gosto de prometer coisas que não tenho a certeza que posso cumprir, por isso fica aqui a ideia de um mundo nosso, pode ser que um dia viremos ambos do avesso os mundos um do outro.
Mas sempre disse, quanto menos expectativas menos desilusões, portanto, deixemos que o tempo o dite.