18 de fev. de 2012

Plano B


No final até posso acabar por ser aquela amiga patética que fica sempre num misto de emoções quando te vê feliz com outra, mas enquanto puder não vou desistir.
Vou fazer tudo o que posso para ser aquela que te faz feliz e que estará feliz ao teu lado.
Tenho pena daquelas tuas pretendentes que não sabem nem um pouco sobre ti, quer dizer, eu também não sei metade das coisas sobre ti, mas sei o essencial, e elas, elas são apenas bonecas, patéticas, enfeitiçadas pelos teus abracinhos e conversas amigáveis que pensam que te conhecem super bem porque de vez em quando és simpático para elas.
Mas se não conseguir, se não for eu a pessoa ao teu lado, não vai haver mal, o ano vai acabar e vou para uma universidade longe de tudo, provavelmente vamos continuar a conversar por sms, mas vou-me distrair com outras coisas e encontrar outro "tudo" longe de ti. Mas isto é só um plano B.

17 de fev. de 2012

Sabes quando lês algo e aquele monte de letras consegue chegar ao teu coração e rasgá-lo? Sabes a dor, quando ele falha uma batida e a seguinte vem com o dobro da força, que te causa um peso no peito e um nó na garganta? As lágrimas que se acumulam, que te incham os olhos e o cérebro que te tenta convencer que é uma reacção parva, apesar de ser involuntária?
Se não sabes hás-de saber, é inevitável, faz parte.

16 de fev. de 2012

Quote # 9

 
"Entre ser a esposa ou a amante, prefiro ser a amante, porque prefiro ser amada temporariamente do que ser usada permanentemente."

13 de fev. de 2012

Quote # 8

 "Tenho tendência para gostar das pessoas erradas, ou talvez seja eu a pessoa errada."
E foi então que te vi a despedires-te dela com dois beijos, assim como outrora te despedias de mim. Um esgar formou-se imediatamente na minha cara, conti-o.
Sei que isso é um sinal, só pode ser, também me davas esse tratamento especial antes, antes de tudo se desmoronar.
Não posso continuar assim. Estou a auto destruir-me emocionalmente, não posso continuar a espera que a nossa história se resolva sozinha.

11 de fev. de 2012

Textos perdidos no arquivo #001

Friccionas o carvão no papel, fazendo uma mancha cinzenta, brilhante.
Vai tomando forma, vais construindo mancha a mancha um desenho.
Dás-lhe sombras, espalhando-o com o dedo e vai ganhando um certo relevo.
Olha-lo com carinho, e a confiança cresce dentro de ti, acha-lo bonito.
Pendura-lo numa parede e esperas que seja reconhecido, que lhe atribuam valor.
E depois, de tanto esperar, acabas por te esquecer dele, na parede, por se ter tornado parte da mobília, vulgar.

Encontrei isto marcado como rascunho, é do ano passado.

10 de fev. de 2012

Estou a ficar revoltada, sou tua amiga caramba, podemos conversar.
Quando te mando mensagens ou telefono é porque quero falar contigo, não quer dizer que queira alguma coisa ou que se passe algo, sou um ser humano como todos os outros, não sirvo só para ouvir, também preciso de ser ouvida, nem que seja uma conversa básica.
Normalmente as pessoas não falam sozinhas, muito menos pelo telemóvel, logo, podes responder-me e se não quiseres falar, inventa qualquer coisa, diz que não podes falar ou algo do género, pelo menos isso, agora deixares uma pessoa a espera de resposta é que não.
Revolta-me, revolta-me porque eu nunca faço isso a ninguém, evito, porque não gosto, e sei que também não gostam.
Qualquer dia deixo de ser tão prestável, deixo de enviar/responder a mensagens e a lembrar coisas, a ajudar, deixo de escrever, deixo de actualizar tudo, desapareço do mapa, completamente, e depois quero ver quem é que vai sentir a minha falta. Apesar de saber que me vais substituir à mínima hipótese quando algo do género acontecer.
Apetece-me mandar tudo ao chão e começar do zero, eu também me farto das coisas e das pessoas, não és só tu.

btw, este é o post numero 100.

9 de fev. de 2012

Moleskine

 Hei-de comprar um destes e fazer só coisas bonitas, tudo o que me apetecer, desde colagens a desenhos.

6 de fev. de 2012

Disse-me a Lua







A lua está cheia bem lá no topo, onde caminha vagarosamente durante a noite, pela massa negra que é o céu.
Sussurrei-lhe, contei-lhe tudo, e ela, consentiu, calada como é bela. E anunciou, que o tempo está a ficar apertado.
Tentei dar-lhe a volta, que não, que ainda tinha tempo, que ia correr tudo bem, mas a sua presença pesou, e uma pergunta surgiu, quantas vezes tinha ela estado presente no decorrer desta situação?
Disse-me que tinha que me mexer, que o tempo já se arrastava e o meu coração pesava, teria que fazer alguma coisa, senão outra pessoa ia fazê-lo por mim, e ela tem razão, eu já sabia, sempre soube.
A sua luz triste chamou-me covarde, eu consenti, sem razões para  tal negar.

1 de fev. de 2012

É como se fosse assim...

"Tu gostas demasiado dele, mais do que devias. Isso tolda o teu raciocínio e ficas mal. Vês coisas onde elas não existem."
Faz-me confusão, porque parece que faz de propósito, parece que o faz para me provocar, mas talvez a mensagem tenha razão, talvez eu ande a ver coisas que não existem. A verdade é que esta situação não pode continuar. Mas a culpa é dele, toda dele.
Já antes existia faisca na nossa amizade, ele não se contentou com a faisca e pegou-lhe fogo. Depois, assustado fugiu do fogo e deixou-me a arder, sozinha.
Mas eu sou assim, apego-me ás pessoas e gosto de sentir este fogo metafórico.
Hoje, tal como em tantos outros dias pensei em confessar que ainda estava a arder, mas depois, pensei em seguir em frente, de vez. O problema é que há uma enorme parede á minha frente que não consigo saltar, é impossível de atravessar, tem o dobro do meu tamanho e aparenta ser mais larga que o muro de Berlim. E enquanto isso, enquanto não consigo atravessar este muro, vou contornando-o.
Mas enquanto o contorno, o fogo não se desvanece, continua a crepitar a minha volta, e lambe até o muro, desesperadamente procurando pela outra pessoa que deveria de igualmente alimentar a fogueira.
No fundo é isso, continuar a contornar o muro até encontrar solução, é o que faço, porque saltar é demasiado alto e porque para escavar por baixo torna-se sujo e violento.