30 de set. de 2012

Quote #27

Tenho saudades de um abraço longo e de um beijinho na testa, hoje sinto-me tão incompleta.

Criar memórias

Milhões de anos depois decido voltar aqui ao cantinho.
Mudei de ares, mudei de tudo, não fui colocada na faculdade que pretendia, não fiquei ao pé das pessoas que queria, fui forçada a ir viver para longe e a fazer amigos à pressão.
Duas semanas depois até nem desgosto da minha nova vida, mas como sempre tenho saudades do que vou perdendo. E fico mais cansada a cada dia que passa. As festas são muitas e as aulas começam pela manhã, nunca fui pessoa de festas, mas lá me vou divertindo com os meus amigos novos, sei que daqui a uns tempos muitos se vão afastar, mas os que ficarem são os que importam. Além disso estou a viver dentro do campus por ser tão longe de casa e isso dá-me a vantagem de poder acordar em cima da hora para as aulas.
Ainda hoje de manhã, em casa, porque os fins de semana são reservados à minha querida casa e à minha querida Sintra, vi no Facebook de uma "amiga" algumas fotos com o meu melhor amigo em que eu gostaria de aparecer. Raramente apareço em fotos, porque não gosto da minha cara, fico sempre com cara de estúpida, prefiro tirar eu a foto e proporcionar as memórias, mas mais tarde, como hoje, arrependo-me, por não ter criado as minhas memórias. E isso faz-me sentir horrivelmente, por não ter fotografias de férias passadas com alguém tão especial como um amigo de longa data. Por isso, vim prometer aqui, a mim mesma que de hoje em diante, também vou aparecer nas fotografias com os meus novos amigos, e se não aparecer... Bem, quem perde sou eu, não é verdade.

3 de ago. de 2012

*Post aleatório, sem interesse



Há quanto tempo não escrevo? Parece uma eternidade, este blog perdeu o sentido, tornou-se num poço de lamentações, foi algo que sempre odiei, algo que tentei evitar, mas apesar de tudo, foi no que se tornou.
Apesar de gostar de alguns dos textos, é um blog que me deprime. Faz-me lembrar demasiadas coisas, entristece-me, faz-me pensar o quão estúpida me torno por vezes.
Ultimamente ando a pensar muito nisto, ando num misto de nostalgia e tristeza, a lembrar-me de como era feliz em alguns destes textos e como tinha o peito cheio de esperança.
E vejo pessoas, que estão em situações melhores do que alguma vez estive a queixar-se, perdidas, e eu não entendo, só dá vontade de lhes bater com uma pá na cabeça, completamente.
Não aproveitam enquanto estão felizes e ignoram-se uns aos outros, como se não se importassem, e depois, quando começam a colher as tempestades, acordam para a vida e lembram-se "mas espera ai, eu gosto mesmo dele/a" mas depois já é tarde, e as coisas acabam... Muitos dos casos até é um alivio na vida deles, mas mesmo assim eles queixam-se. Nunca vou entender a humanidade. Nem a mim própria, quanto mais a humanidade, quando mais a um ser paralelo.

29 de jun. de 2012

Desfoque

E foi naquele dia, em que finalmente o olhei nos olhos com clareza, que lhe vi a alma, tenebrosa, e se revelaram todos os defeitos que ele me tinha escondido, ou talvez tivesse sido eu que os tivesse decidido ignorar. 
Foi então que entendi que não estávamos destinados, que não pertencíamos um ao outro, e que quem haveria de perder, seria sempre ele.
Porque amei-o mais do que me amei a mim própria, e com esta situação, com todo este abandono, aprendi a amar-me, e compreendi, finalmente, que mereço bem melhor do que ele, que mereço bem melhor do que dias, meses, anos a espera, a espera que a pessoa que conheci volte.
Mas essa pessoa já não existe, e nem tenho bem a certeza se chegou a existir, agora não passa apenas de um borrão, uma mancha desfocada.

18 de jun. de 2012

Sufocada, assustada, desesperada, não consegui dormir na noite anterior, e apesar de ter quase a certeza que vai correr bem, não consigo tirar estes pensamentos da cabeça... É demasiado, sinto-me como se estivesse debaixo de água, anestesiada, estou num mundo meu em que nada parece importar, mas ainda tenho consciência, a água, apesar de insistente, ainda não me obstruiu os pulmões, ainda não me desligou o corpo, e ainda consigo pensar, ainda me consigo mover, ainda tenho um pouco de sanidade que me faz acreditar que vou ser capaz, que vou conseguir.
Porque se não conseguir, vou afundar-me até ao fundo, vou fazer parte da àgua, não me vou conseguir mover e vou assistir ao meu fracasso, deixada para trás até que alguém tenha a gentileza de me salvar, ou de me obrigar a sair à força.
Não quero isso, tenho de conseguir, eu vou conseguir.
Começa Hoje.

15 de jun. de 2012

Quote #26

"O primeiro a pedir desculpa é o mais corajoso, o primeiro a perdoar é o mais forte, e o primeiro a esquecer é o mais feliz."

5 de jun. de 2012

Querido Rick,

Estou a escrever-te esta carta como despedida. Desculpa não te ter dito que ia embora, e desculpa-me o facto de esta mera carta ser o nosso ultimo contacto até ao resto da vida de ambos. Eu não queria isto, eu queria viver com vocês para sempre. Adorava continuar ao pé dos que amo, tu, a Catie, a Sophie, a Marie, e até o Peter.
Gosto muito deles todos, mas tu serás, sem duvida, a pessoa de quem vou sentir mais saudades, vou pensar sempre em ti, e prometo, que nunca te vou esquecer. Espero que também não esqueças tudo o que passamos, és demasiado importante para mim.
Não vou por vontade própria, antes fosse, não seria tão doloroso... mas eles precisam de mim...
Foste o melhor amigo que alguma vez tive.
Susan

Coloquei a carta num envelope e escrevi-lhe "Se és o Rick Stark, lê-me. Tenho noticias!" e abandonei-a na parte de dentro do parapeito da janela, era a ultima vez que ia estar ali, no seu quarto. Deitei-me na cama e inspirei o seu cheiro na almofada. Ia ficar-me na memória, nunca o esqueceria.
Já estava pronta para sair dali quando a mãe dele apareceu, tinha uma expressão preocupada.
-Vais já Susan? Fica para jantar! - E forçou um sorriso acolhedor.
Eu não enganava ninguém, ela já tinha percebido que aquilo era uma despedida.
-Desculpe senhora Stark, eu adoro os seus cozinhados, mas hoje não posso... - Esbocei um sorriso melancólico.
-Voltamos a ver-nos querida..? - Não, quis dizer-lhe, em vez disso deixei escapar uma lágrima e menti-lhe.
-Voltamos, claro. - E tentei disfarçar as lágrimas que queriam seguir a primeira.
-Então até amanhã, Susie querida... Gostei muito deste bocadinho. - E abraçou-me, com os olhos brilhantes das lágrimas.

xxxxxx

O Phillip estava a minha espera no tejadilho do meu prédio, as plumas do seu pescoço balançavam com o vento, a sua imagem deu um pulo, e a sua cara humana moldou-se através da luz azul que lhe iluminava o corpo.
-Como foi a despedida? - Perguntou-me a medo.
-Ele não estava em casa... Deixei-lhe uma carta.

Escrito em 2010, para uma historia que eu andava a escrever na altura.

4 de jun. de 2012

Quote #25


E assim se acabam 3 anos de amizade. Por tua escolha, pela tua estupidez.

3 de jun. de 2012

Quote #24




"Demoras muito tempo a criar laços com as pessoas, o que pode fazer com que te magoes mais quando este laço se rompe..."