3 de ago. de 2012
*Post aleatório, sem interesse
Há quanto tempo não escrevo? Parece uma eternidade, este blog perdeu o sentido, tornou-se num poço de lamentações, foi algo que sempre odiei, algo que tentei evitar, mas apesar de tudo, foi no que se tornou.
Apesar de gostar de alguns dos textos, é um blog que me deprime. Faz-me lembrar demasiadas coisas, entristece-me, faz-me pensar o quão estúpida me torno por vezes.
Ultimamente ando a pensar muito nisto, ando num misto de nostalgia e tristeza, a lembrar-me de como era feliz em alguns destes textos e como tinha o peito cheio de esperança.
E vejo pessoas, que estão em situações melhores do que alguma vez estive a queixar-se, perdidas, e eu não entendo, só dá vontade de lhes bater com uma pá na cabeça, completamente.
Não aproveitam enquanto estão felizes e ignoram-se uns aos outros, como se não se importassem, e depois, quando começam a colher as tempestades, acordam para a vida e lembram-se "mas espera ai, eu gosto mesmo dele/a" mas depois já é tarde, e as coisas acabam... Muitos dos casos até é um alivio na vida deles, mas mesmo assim eles queixam-se. Nunca vou entender a humanidade. Nem a mim própria, quanto mais a humanidade, quando mais a um ser paralelo.
29 de jun. de 2012
Desfoque
E foi naquele dia, em que finalmente o olhei nos olhos com clareza, que lhe vi a alma, tenebrosa, e se revelaram todos os defeitos que ele me tinha escondido, ou talvez tivesse sido eu que os tivesse decidido ignorar.
Foi então que entendi que não estávamos destinados, que não pertencíamos um ao outro, e que quem haveria de perder, seria sempre ele.
Porque amei-o mais do que me amei a mim própria, e com esta situação, com todo este abandono, aprendi a amar-me, e compreendi, finalmente, que mereço bem melhor do que ele, que mereço bem melhor do que dias, meses, anos a espera, a espera que a pessoa que conheci volte.
Mas essa pessoa já não existe, e nem tenho bem a certeza se chegou a existir, agora não passa apenas de um borrão, uma mancha desfocada.
18 de jun. de 2012
Sufocada, assustada, desesperada, não consegui dormir na noite anterior, e apesar de ter quase a certeza que vai correr bem, não consigo tirar estes pensamentos da cabeça... É demasiado, sinto-me como se estivesse debaixo de água, anestesiada, estou num mundo meu em que nada parece importar, mas ainda tenho consciência, a água, apesar de insistente, ainda não me obstruiu os pulmões, ainda não me desligou o corpo, e ainda consigo pensar, ainda me consigo mover, ainda tenho um pouco de sanidade que me faz acreditar que vou ser capaz, que vou conseguir.
Porque se não conseguir, vou afundar-me até ao fundo, vou fazer parte da àgua, não me vou conseguir mover e vou assistir ao meu fracasso, deixada para trás até que alguém tenha a gentileza de me salvar, ou de me obrigar a sair à força.
Não quero isso, tenho de conseguir, eu vou conseguir.
Começa Hoje.
15 de jun. de 2012
Quote #26
"O primeiro a pedir desculpa é o mais corajoso, o primeiro a perdoar é o mais forte, e o primeiro a esquecer é o mais feliz."
5 de jun. de 2012
Querido Rick,
Estou a escrever-te esta carta
como despedida. Desculpa não te ter dito que ia embora, e desculpa-me o
facto de esta mera carta ser o nosso ultimo contacto até ao resto da
vida de ambos. Eu não queria isto, eu queria viver com vocês para
sempre. Adorava continuar ao pé dos que amo, tu, a Catie, a Sophie, a
Marie, e até o Peter.
Gosto
muito deles todos, mas tu serás, sem duvida, a pessoa de quem vou
sentir mais saudades, vou pensar sempre em ti, e prometo, que nunca te
vou esquecer. Espero que também não esqueças tudo o que passamos, és
demasiado importante para mim.
Não vou por vontade própria, antes fosse, não seria tão doloroso... mas eles precisam de mim...
Foste o melhor amigo que alguma vez tive.
Susan
Já estava pronta para sair dali quando a mãe dele apareceu, tinha uma expressão preocupada.
-Vais já Susan? Fica para jantar! - E forçou um sorriso acolhedor.
Eu não enganava ninguém, ela já tinha percebido que aquilo era uma despedida.
-Desculpe senhora Stark, eu adoro os seus cozinhados, mas hoje não posso... - Esbocei um sorriso melancólico.
-Voltamos a ver-nos querida..? - Não, quis dizer-lhe, em vez disso deixei escapar uma lágrima e menti-lhe.
-Voltamos, claro. - E tentei disfarçar as lágrimas que queriam seguir a primeira.
-Então até amanhã, Susie querida... Gostei muito deste bocadinho. - E abraçou-me, com os olhos brilhantes das lágrimas.
xxxxxx
O
Phillip estava a minha espera no tejadilho do meu prédio, as plumas do
seu pescoço balançavam com o vento, a sua imagem deu um pulo, e a sua
cara humana moldou-se através da luz azul que lhe iluminava o corpo.
-Como foi a despedida? - Perguntou-me a medo.
-Ele não estava em casa... Deixei-lhe uma carta.
Escrito em 2010, para uma historia que eu andava a escrever na altura.
3 de jun. de 2012
Quote #24
"Demoras muito tempo a criar laços com as pessoas, o que pode fazer com que te magoes mais quando este laço se rompe..."
1 de jun. de 2012
Acho que cheguei a um ponto da minha vida em que estou bem, sinto-me produtiva, apesar de ter mil e uma coisas para fazer incluindo estudar e estudar.
Sinto-me activa, apesar de os meus músculos estarem doridos e sentir um enorme desejo de ficar quieta sem nada fazer.
E depois sinto o coração a palpitar enquanto acompanha o ritmo das musicas novas que estou a ouvir, porque já não ouvia músicas decentes há algum tempo.
Apesar de um bocado de mim estar vazio, sinto-me forte, são só mais duas semanas e estou livre.
29 de mai. de 2012
Quote #23
Há pessoas que se preocupam mais comigo do que eu imagino, surpresas boas, e há pessoas que nem querem saber de mim, apesar de eu me importar, e muito, com elas.
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