21 de dez. de 2012

Pessoas


Não gosto de escrever sobre pessoas, principalmente quando é sobre uma em particular, é um processo lento, de negação, e depois torna-se doloroso, é sempre assim, um ciclo. 
Começo a odiá-lo, odeio o que ele causa em mim, odeio. 
No entanto, adoro escrever sobre pessoas, recordar momentos e revive-los interiormente, reescreve-los da maneira que eu queria que eles tivessem acontecido, fantasiar, criar histórias ou suposições sobre factos.
Porque as pessoas são um ser curioso, com muito mistério sem às vezes darem por isso, e eu gosto desse mistério, gosto de descobrir pequenas coisas que fazem muita diferença. Escrever sobre pessoas tem os ingredientes todos para se amar, e é essa a questão, gostar-se demasiado do que se está a fazer. Porque quanto mais damos mais estamos a perder, e se tudo for em vão abre-se um vazio em nós... é esse o problema de escrever sobre pessoas, é feio o que elas por vezes fazem, a maneira como desprezam bons textos, boas palavras.
Sinto-me um bocadinho impotente hoje, por escrever sobre pessoas que não se importam com o que escrevo, ou pelo menos é o que penso, será sempre uma incógnita, até ao dia "Este blog é teu?" e "Sobre quem são estes textos?" e depois uma resposta a medo, são sobre ti, e um silêncio constrangedor.

15 de dez. de 2012

Não sei bem



Não sei bem o que me fascina em ti, só sei que o meu coração aquece quando sorris para mim, e enfraquece quando estou longe.
Mata-me esse castanho escuro, fervilhante, com que me olhas. No entanto parece tão simpático quando sorris e pequenas rugas surgem em volta dos teus olhos, como se me saudassem, dizendo-me que aquele sorriso é genuíno.
Por fim, esses lábios que me chamam, e novamente os olhos que me olham em dúvida. Maybe I'm falling for you.

1 de dez. de 2012

Universitários

Olhos Fechados e encovados,
Ou muito claros ou muito escuros.
Cabelos pouco arranjados, e perfumes obscuros.
Barba farta ou mal cortada,
Extremamente magros ou não,
Deixam a rapariga arrepiada, mas no fundo são
Todos amantes da vida Boémia, com razão,
Festas loucas, Artes e mulheres com paixão.

30 de nov. de 2012

Tired Old Dog


Não quero ter de te dizer adeus, mas também me custa ver-te sofrer...
Mesmo assim, acho que estou mais assustada que tu, e só me apetece chorar, por ti, porque se há alguém que merece as minhas lágrimas és tu, pelo companheiro fiel que foste toda a tua vida.
E odeio, quando olhas para mim com os teus olhos de avelã, vidrados, cansados e doentes, como se dissesses que é normal, que é o melhor para ti, e no fundo sei que é mas custa-me, custa-me tanto.
Não te quero perder, não quero, não agora, parece-me tão cedo, mais do que esperava.
Não vás...

27 de out. de 2012

Randomly




 Nunca pensei que um sorriso assim mexesse tanto comigo.
O que é que foi isto? Não foi nada, ainda assim olhas para mim de olhos risonhos,
Fazes-me sorrir por te ver sorrir.
É estranho, porque não te conheço assim tão bem.
Sinto-me completa e incompleta de uma forma bizarra.
E quando não me sorris, sei que algo não se passou tão bem como querias,
porquê não sei. És um ser misterioso para quem não conversa tanto assim.
Hei-de de descobrir o código.

5 de out. de 2012

Saudade?





Apareceu-me um vídeo a frente, cliquei no play e a saudade apertou, ouvi-o e arrepiei-me, há quanto tempo é que não ouvia aquela voz. Há quanto tempo não o via assim, a sorrir, tocando na sua guitarra sempre concentrado em tocar de maneira perfeita e a cantar como ninguém.
Santarém anda-me a deixar carente, e faz-me pensar em coisas que não devo, sentir falta de pessoas de quem devia sentir rancor.
Isto não devia de ser assim.

4 de out. de 2012








Olhar matador e sorriso fácil.

30 de set. de 2012

Quote #27

Tenho saudades de um abraço longo e de um beijinho na testa, hoje sinto-me tão incompleta.

Criar memórias

Milhões de anos depois decido voltar aqui ao cantinho.
Mudei de ares, mudei de tudo, não fui colocada na faculdade que pretendia, não fiquei ao pé das pessoas que queria, fui forçada a ir viver para longe e a fazer amigos à pressão.
Duas semanas depois até nem desgosto da minha nova vida, mas como sempre tenho saudades do que vou perdendo. E fico mais cansada a cada dia que passa. As festas são muitas e as aulas começam pela manhã, nunca fui pessoa de festas, mas lá me vou divertindo com os meus amigos novos, sei que daqui a uns tempos muitos se vão afastar, mas os que ficarem são os que importam. Além disso estou a viver dentro do campus por ser tão longe de casa e isso dá-me a vantagem de poder acordar em cima da hora para as aulas.
Ainda hoje de manhã, em casa, porque os fins de semana são reservados à minha querida casa e à minha querida Sintra, vi no Facebook de uma "amiga" algumas fotos com o meu melhor amigo em que eu gostaria de aparecer. Raramente apareço em fotos, porque não gosto da minha cara, fico sempre com cara de estúpida, prefiro tirar eu a foto e proporcionar as memórias, mas mais tarde, como hoje, arrependo-me, por não ter criado as minhas memórias. E isso faz-me sentir horrivelmente, por não ter fotografias de férias passadas com alguém tão especial como um amigo de longa data. Por isso, vim prometer aqui, a mim mesma que de hoje em diante, também vou aparecer nas fotografias com os meus novos amigos, e se não aparecer... Bem, quem perde sou eu, não é verdade.

3 de ago. de 2012

*Post aleatório, sem interesse



Há quanto tempo não escrevo? Parece uma eternidade, este blog perdeu o sentido, tornou-se num poço de lamentações, foi algo que sempre odiei, algo que tentei evitar, mas apesar de tudo, foi no que se tornou.
Apesar de gostar de alguns dos textos, é um blog que me deprime. Faz-me lembrar demasiadas coisas, entristece-me, faz-me pensar o quão estúpida me torno por vezes.
Ultimamente ando a pensar muito nisto, ando num misto de nostalgia e tristeza, a lembrar-me de como era feliz em alguns destes textos e como tinha o peito cheio de esperança.
E vejo pessoas, que estão em situações melhores do que alguma vez estive a queixar-se, perdidas, e eu não entendo, só dá vontade de lhes bater com uma pá na cabeça, completamente.
Não aproveitam enquanto estão felizes e ignoram-se uns aos outros, como se não se importassem, e depois, quando começam a colher as tempestades, acordam para a vida e lembram-se "mas espera ai, eu gosto mesmo dele/a" mas depois já é tarde, e as coisas acabam... Muitos dos casos até é um alivio na vida deles, mas mesmo assim eles queixam-se. Nunca vou entender a humanidade. Nem a mim própria, quanto mais a humanidade, quando mais a um ser paralelo.