14 de nov. de 2011

Oportunidades Fugazes

Hoje, ao passar por ti, tropecei numa oportunidade, pensei em agarrá-la e imaginei como tudo aconteceria.
Tive medo que me dissesses que não, que não querias falar comigo, com a cara inexpressiva que farias, de quem se vinga.
Continuei a andar e apesar de te olhar de esguelha, discretamente, não parei, também não me pareceu que desviasses o olhar para mim... Mas é normal, acho.
Acho engraçada a maneira como vivemos assim, sem dirigir palavras um ao outro. Estamos sempre atentos ao que um e o outro diz, eu sei que estou e tu, tu nota-se que também, pelos comentários que as vezes fazes no grupo de conversa. Acho que é uma maneira de ninguém reparar que estamos assim.
Mas devia ter agarrado a oportunidade, podia tudo ter acabado hoje.

-Podemos falar?
-Sim.
(...)
-Perdoa-me se te chateei...
(...)
-Está bem, eu perdoo-te.
-Obrigada, agora... Dá-me um abraço...

13 de nov. de 2011

Quote # 2

«Dizes que amas a chuva, mas abres o guarda-chuva quando chove. Dizes que amas o sol, mas procuras sombra quando o sol brilha. Dizes que amas o vento, mas fechas as janelas quando o vento sopra. É por isso que tenho medo. Também dizes que me amas..»
Shakespeare

Gpoy # 4

11 de nov. de 2011

É diferente, mas ser diferente não significa que seja uma diferença má.
As vezes até pode ser melhor.

Gpoy # 3

9 de nov. de 2011

Gpoy # 2

8 de nov. de 2011

Ninguém o sente por ti.


Sente, sente a dormência da carne mole sobre os ossos gelados, como dói quando a pisas.
Sente, sente o vento a empurrar-te para caminhos incertos, a gelar-te a ponta do nariz e os dedos.
Sente, ainda, a chuva, que te lambe a pele descoberta, causando-te arrepios.
E depois, um espirro, um espirro que deste por sentires isto tudo como deve ser.
Não tenhas pressa em senti-lo, isso logo acontece quando a altura chegar.
Nem todas as coisas tem que ter data marcada.

7 de nov. de 2011

Gpoy # 1

4 de nov. de 2011

I miss the days when you loved me.


Quero que sintas a minha chegada como sentes a noite, inevitável e repentina como um trovão e intensa como o frio que faz.
Quero que me olhes com esperança, que aquele brilho que outrora havia nos teus olhos volte, que me puxes para ti para sentirmos o palpitar nos nossos corações felizes do regresso e me dês a mão só porque nos sabe bem.
Que te perfumes para mim e que me elogies os feitos com paixão. 
Que me mostres as tuas coisas e me peças opinião pela coisa mais inútil, só para fazer conversa.
Ou até mesmo dizer "Gosto muito de ti" para o ar, só porque sim, só porque temos alguém especial.

29 de out. de 2011

Alergia ao mundo




Olha agora, porque é que haveria de desistir daquilo que gosto? Não devia, nem nunca deveria. É um direito que todos temos, porque não ceder a certos luxos que apetecem?
É isso, é por isso que me existe esta alergia no nariz, ao mundo, às pessoas, que desistem de coisas que não devem e vão atrás de sonhos impossíveis de concretizar, é verdade que tem de se ter uma pitada de loucura, mas só uma pitada, em demasia faz mal à carteira e ao mundo.