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1 de set. de 2011

Fora de época.

Escuro e húmido, é assim que sentes o ambiente, o céu, e parece que foi um vulcão que entrou em erupção.
No entanto, chove tudo menos cinzas, é uma chuva miudinha, que não dá para ver e só se sente um tempo depois quando a pele já está encharcada e a roupa esquisita da humidade.
E cheira a queimado, do carvão a crepitar nas lareiras ou apenas alguém que decidiu fazer um churrasco molhado.
Não sei se é melhor esta chuva miudinha ou aquela que chove farta, com pingas grandes de tanta humidade agrupada, que caiem no chão e fazem barulho, e que vêm sempre acompanhadas com vento, que ruge pelas ruas como se de implacável animal se tratasse, que vira chapéus-de-chuva ao avesso, arranha as janelas com rispidez e que bate as portas rudemente.
E os anunciados trovões ainda não marcaram presença.
Resta-nos ficar no conforto do nosso lar, aguardando que o sol volte.

21 de ago. de 2011

Porque me encanta.

Tenho a minha mão esquerda entrelaçada com a tua direita, estamos lado a lado.
Sentamo-nos, admiro-te silenciosamente as marcas no pescoço e o cabelo escuro, és um ser maravilhoso.
Até tenho medo de te olhar nos olhos, por toda essa tua sedução que me congela os movimentos e a fala, porque me encanta esse oceano de simpatia.
Apesar de tudo isto, conversamos calmamente, enquanto eu combato interiormente a vontade de te observar ainda mais de perto.
Mantenho a postura, porque sei que isto é um jogo, em que aquele que parecer menos se importar, ganha.
Só quando os raios de sol me decidem acordar é que me apercebo que talvez não seja assim, apesar de me ter parecido tão vívido, talvez nunca tenha estado assim tão perto de ti, e se calhar tudo não tenha passado apenas de um sonho distante.
Ficarei para sempre na duvida se foi real.